A obra de construção da passagem de nível no cruzamento das Avenidas Higino Cunha e Barão de Castelo Branco, zona Sul de Teresina está provocando transtornos bem maiores que o imaginado. Não só para os motoristas que se utilizam da via, mas também para os comerciantes e moradores das proximidades.
Imagem: Cida Cardoso/TvCanal13
Obras
Imagem: Cida Cardoso/TvCanal13
Alzenir Porto
De acordo com a superintendente da Strans, Alzenir Porto, a obra que tem conclusão prevista para 120 dias, será encerrada em apenas 90 dias. "O transtorno maior foi nos dois primeiros dias porque os motoristas ainda não estavam bem orientados de que rota tomar. Terminaremos esta obra antes do previsto, pois, ao contrário do caso do balão da Tabuleta, aqui nós conseguimos isolar a área.", disse a superintendente.
Imagem: Cida Cardoso/TvCanal13
Motoristas afirmam perder muito tempo no trânsito
Os motoristas entrevistados pela equipe de reportagem do Tv Canal 13, eram unanimes em sua opinião. Por conta dos desvios, das novas rotas e por conta da grande quantidade de veículos que transitam pela região, eles acabam perdendo um bom tempo no congestionamento. "O que podemos fazer é manter a calma e esperar que a obra seja concluída.", desabafa.
Os representantes do comércio existente ao longo das áreas isoladas para a construção do viaduto, por sua vez, sentiram-se prejudicados e logo buscaram solucionar a situação entrando em contato com a superintendente da Strans, que por sua vez assegurou que a movimentação para eles e os clientes seriam liberadas, assim como foi para os moradores. Porém já há denúncias de que pessoas que trabalham naquela região estão sendo multadas por estarem trafegando por lá. "Eu acho um absurdo, e gente vem para trabalhar e recebe uma multa, primeiro dizem que quem trabalha aqui tem o acesso liberado e depois multam a gente.", reclama o funcionário de uma farmácia próxima às obras.
Imagem: Cida Cardoso/TvCanal13
Moradoras reclamam da falta de acesso
A contraponto, os moradores de edificios como o ed. Maria Laura e Maria Flávia, além das outras residências reclamam da dificuldade do acesso. "Todo dia temos que passar por esse constrangimento. Fui deixar minha filha na escola e praticamente tive que implorar para o guarda para que ele me deixasse passar.", reclama a moradora Daniele Carvalho.
Imagem: Cida Cardoso/TvCanal13
Daniele Carvalho, moradora
Segundo os moradores, ontem houve uma reunião com a superintendente Alzenir Porto, onde a mesma assegurou que iria orientar aos guardas para liberarem o acesso, o que, segundo eles não está acontecendo. "Além desse problema de tráfego, existe o fato de que aqui agora está sem movimentação e os agentes não estão aqui durante a noite, está muito perigoso e deserto. A situação em que estamos está muito difícil.", desabafa uma moradora.
O medo de não poderem mais trafegar por ali também é algo que está sendo compartilhado entre os moradores. "Disseram que nós podemos ficar aqui até o momento em que a obra não ofereça riscos para nós. Quem não tem para onde ir fica como? E quem tem casa alugada, vai ter que alugar em outro lugar e ainda pagar o aluguel aqui? Sinceramente, essa obra é muito mal planejada, aliás nem sei se houve planejamento, nós solicitamos ele na reunião e só nos mostraram uma planta.", conclui Daniele.
Fonte: Cida Cardoso/Edição: Fábio Brito
Keywords:
obra,
moradores,
superintendente,
muito,
dias,
motoristas,
aqui,
acesso