Osmar Jr. e Wellington se uniram para calar a oposição, afirma Herálicto

O senador e candidato à reeleição Heráclito Fortes (DEM) fez diversas críticas a políticos que estariam lhe perseguindo. Segundo o democrata, a ação popular que corre contra ele pela lei da Ficha Limpa, apresentada pelo deputado federal Osmar Júnior (PCdoB), surgiu de um acordo entre seu partido e o PT, a fim de que fosse realizada uma coligação proporcional entre as siglas.

Em entrevista concedida a uma TV local na tarde desta quinta-feira (29), Heráclito explicou que a ação contra ele que será julgada na próxima segunda-feira (02) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se deve a um caso simples que, segundo ele, não acarretará na cassação da sua candidatura ao Senado Federal.

“Coloquei uma placa em 1990 e o juiz da época me informou que ela poderia ser considerada promoção pessoal. O Osmar [Júnior] então entrou com uma ação contra mim, e após 20 anos silenciado resolveu insistir novamente nesse assunto. Houve a maior confusão entre o PT e o PCdoB, porque os petistas não queriam fazer coligação. O Piauí todo sabe que os dois partidos entraram em acordo na condição de Osmar Júnior voltar a me acusar. Foi o preço que ele pagou para coligarem”, afirmou Heráclito.

O parlamentar falou ainda que o mesmo aconteceu com o senador Mão Santa (PSC). Segundo ele, o ex-governador Wellington Dias (PT) entrou com uma ação contra ele a fim de “calar os dois senadores”, juntamente com a ação contra Heráclito. Ele afirmou ainda que o caso do petista é o mais grave de todos, uma vez que foi condenado pelo Tribunal regional Eleitoral do Piauí (TER-PI) e TSE. “O caso dele [Wellington] é bem mais grave, já o meu é uma ação popular, que está fora da Ficha Limpa”, pontuou.

Heráclito continuou criticando o bloco governista, afirmando que em sete anos e meio em que o Piauí teve o governador e presidente do mesmo partido, o estado não foi contemplado com uma grande obra de infra-estrutura. Ele disse ainda que incomodou o PT a vida inteira e que agora os petistas têm medo de concorrer com o democrata. “Eles têm medo de que eu continue mostrando a corrupção deles, denunciando e estão querendo me calar”.

Indagado sobre um possível plano B no caso de ter sua candidatura cassada, Heráclito Fortes afirmou que não fará nada caso isso aconteça. “Não vou colocar mulher, filho para me substituir. Não existe plano B, ao contrário do que os políticos do Piauí estão acostumados a fazer.

Yako Guerra – Edição Dani Sá

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